Terça-feira, 15 de Abril de 2008

10ª Conversa Semanal - Excerto

Aqui fica um excerto de alguns dos momentos mais importantes da conversa que tivemos com o Professor José-António Moreira na passada Quarta-feira.

 

"CC: Mudemos então para a parte urbana da cidade.Sendo um professor da área de Artes, acha que Aveiro é uma cidade visualmente atraente em comparação com outras?

JAMoreira: Sim! Não tenho dúvidas relativamente a isso. Nem o facto de há muitos anos a “frequentar” me fatiga o olhar. É óbvio que nem tudo está bem, é óbvio que já foram cometidos erros e tenho que acreditar que vão continuar a acontecer disparates. Vamos dando conta deles e isso entristece um pouco… Mas a cidade mantém algumas características que prendem o olhar.
 
(...)
 
CC: Falou de uma certa protecção contra a globalização, ou pelo menos um certo tradicionalismo no que respeita à imagem da cidade, até que ponto será isto incompatível com o desenvolvimento da cidade e a abertura ao exterior (ou ela não é necessária?)
JAMoreira: Eu não preocuparia muito em imaginar Aveiro como uma grande cidade. Não é que tenha alguma coisa contra as grandes cidades. Elas “andem aí”… Deixem-nas viver… E deixem que a nossa tenha a expressão da sua própria dimensão. Ou, então, avisem-me já para eu começar a procurar outro lugar para viver.
JAMoreira: Vamos ver! Eu não sou contra a globalização. Acho até que é perigoso ser contra algumas coisas e uma delas é a globalização.
JAMoreira: Temos que nos preparar no dia-a-dia para um fenómeno que é novo, do qual devemos retirar todas as vantagens, mas, também, tentar contraria-lhe todos os perigos.
JAMoreira: Eu falei no vosso debate público numa tristeza que envolve os mais antigos (gosto muito da palavra antigos!). Quando referi a gente da beira-mar, queria muito naturalmente falar de tradições. Mas não quero deixar no ar a ideia que defender a memória e a vivência dessa memória possa significar estagnação. É verdade que não podemos ter nunca mais explorações de moliço ou de sal ou a indústria cerâmica que tivemos. Isso é um ponto assente.
 
(...)
 
CC: Podemos passar então à última pergunta?Muito bem, fazemos esta a todos os convidados. Seguindo um critério livre e pessoal, poderia classificar a nossa cidade de 0 a 20 valores?

JAMoreira: Diria que dezoito valores seria uma nota que ainda pode prometer alcançar mais uns pontitos. Talvez nunca venha a alcançar o 20, mas esta é a cidade em que eu gosto de viver e trabalhar, que faz as suas asneiras, mas quem não perdoa uma ou outra asneira quando se gosta de alguém. A questão é não comprometer. Quando agimos, agimos livremente. Não é assim que gostamos de pensar? Pois, mas não devemos confundir os interesses pessoais com aquilo que nos pode parecer a liberdade. É uma confusão perigosa! E, de resto, temos que pensar nos nossos concidadãos e respeitar o desenvolvimento natural da cidade, não a forçando a percorrer caminhos que (se ela falasse!!!) poderia recusar! Mas 18 é, também, uma nota de estímulo. Força Aveiro! "

Carolina, Tomás, André e Patrícia às 21:50
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