Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

Colóquio (II)

Tivemos oportunidade de estar presentes, embora não até ao final, no referido colóquio (ver post anterior), de que gostámos bastante.

 

À introdução, que nos pareceu algo demorada (falamos das intervenções da Dra. Maria da Luz e do Dr. António Soares), seguiu-se a intervenção da professora do departamento de Comunicação e Arte da UA, Susana Sardo, que infelizmente, talvez devido a estarmos na parte de trás da sala, não ouvimos com a clareza necessária ao bom entendimento. No entanto, daquilo que captámos, o entendimento da cidade como continuação do corpo e a necessidade de pensarmos mais na dimensão antropológica da cultura é algo que faz, para nós, todo o sentido.

 

Foi a comunicação do Dr. Carlos Martins, economista que entre outras posições já ocupou a de vereador da câmara de Sta. Maria da Feira, que nos prendeu a atenção, já que, com os seus dotes comunicativos, deu uma autêntica aula sobre o que são as cidades e como devemos pensá-las, roçando temas diversos como a cultura, criatividade, economia, turismo, interacção inter-municipal, atracção e fixação de pessoas nos núcleos urbanos, entre outros temas, dando testemunhos pessoais ilustrativos e enriquecedores.

 

Disse ele que a criatividade envolve 5 domínios: diversidade, distintibilidade, acessibilidade e segurança, competitividade da inovação e capacidade organizacional e de liderança. Interessante perspectiva.

 

Um dos dados relativos à cidade de Aveiro que explicou relaciona-se com a incapacidade que Aveiro tem de atrair pessoas, mesmo as que vivam em seu redor - falta de "magnetismo" - embora seja, diz quem por cá passa, um dos melhores sítios do mundo para viver.

 

 

Tivemos ainda oportunidade de assistir (e participar) em parte do debate, que se revelava bastante interessante à hora em que tivemos de o abandonar.

Carolina, Tomás, André e Patrícia às 12:30
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Colóquio - Os desafios de uma nova política para a cultura e criatividade da cidade/região de Aveiro

"Cultura: Autarquias desperdiçam dinheiro com o amadorismo

Aveiro, 30Abr (Lusa) - O coordenador do Estudo Estratégico sobre as Indústrias Criativas da Área Metropolitana do Porto, Carlos Martins, sustentou hoje que a Cultura é o sector onde as autarquias gastam mal o pouco dinheiro disponível, devido ao amadorismo.

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=342993&visual=26&tema=5

Ao intervir, na madrugada de hoje, num debate sobre "os desafios de uma nova política para a Cultura na cidade e região de Aveiro", Carlos Martins, ele próprio ex-autarca com o pelouro da Cultura na Câmara de Santa Maria da Feira, sublinhou a necessidade de maior profissionalismo nas apostas culturais dos municípios e de articulação à escala intermunicipal.

"É necessário ser profissional a fazer as coisas e a Cultura e o Turismo são os sectores onde há mais amadorismo ao nível municipal. Se há áreas nas câmaras onde se gasta mal o dinheiro é na Cultura", disse.

Salientou ainda que "o erro cometido" no aproveitamento dos fundos comunitários não pode ser repetido à luz do novo quadro comunitário de apoio (QREN) porque este impõe uma lógica diferente, que obriga à articulação intermunicipal.

"Via-se para que é que havia financiamento e depois fazia-se em função disso, seguindo um raciocínio muito pouco criativo e foi assim que se gastou muito dinheiro", sustentou o ex-autarca, dando como exemplo a proliferação de centros culturais sobredimensionados.

"Hoje as soluções criativas são muito mais necessárias porque o QREN é diferente e a competição faz-se em função dos melhores projectos, o que obriga a ganhar escala e a abandonar a lógica paroquial, partindo para um nível supramunicipal em que temos pouca experiência", completou.

Carlos Martins realçou ainda que "falar em cidades criativas não é um chavão e tem a ver com a sobrevivência", sendo a competitividade entre as metrópoles marcada pela capacidade de reter talentos.

Susana Sardo, da Universidade de Aveiro, a outra oradora do encontro organizado pelo projecto "Cidades Criativas" e pelo Teatro Aveirense, elegeu a "Cultura antropológica" como o factor que torna as cidades criativas e afirma a sua identidade.

"É preciso construir a cidade a partir de projectos criativos e isso não deve ser deixado a intelectuais e eruditos que detêm o conhecimento, sendo necessário dialogar com as pessoas nos espaços em que estão a trabalhar", disse.

Embora demarcando-se das correntes do Estado Novo e da visão de António Ferro, Susana Sardo enfatizou a importância da identidade dos territórios e de alguma forma recuperou a ideia do "orgulho" na pertença a uma cidade ou região pela sua cultura antropológica que diferencia cada uma na competição territorial.

"A grande aposta tem de ser encontrada no domínio da cultura antropológica, em diálogo com a cultura erudita", disse.

MSO.

Lusa/Fim"

                                     in Blog Cidades Criativas

Carolina, Tomás, André e Patrícia às 12:30
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